Poesia – Artéria

Que tal começar uma sexta-feira, com uma linda poesia? Num mundo tão conturbado nada melhor do que parar alguns instantes, fechar os olhos, sonhar e relaxar lendo a poesia da artista Andréa Motta.
Artéria
No folhear da madrugada
O vento soprou do exílio as palavras
Afagou-as como di(a)mante
O vento soprou do exílio as palavras
Afagou-as como di(a)mante
Rasgado o véu da nudez,
Clareou a visão corrompida
pela ânsia do vocábulo,
antes estéril
O tempo, sem meias palavras
rompeu o silêncio do discurso vazio
classificou o desclassificado
Ausente de complexidades
corpo e mente incendiados,
o pensamento arrebatou da aurora,
a poesia
09/12/06 Autora Andréa Motta
* Direitos autorais sobre o texto reservados a Autora – Vedada a reprodução.
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Lindo poema! Adoro lê-los. :clap: